Concentração. Essa é a hora daquela canção. Para, pensa, respira fundo e segue com um sorriso no rosto. Há um breve disfarce neste momento. Ela entra, senta e se sente num etéreo vazio... Onde foram parar nossas lindas estrelas? Cadê a lua tão bela e formosa que sempre estava por aí a velejar pelos céus escuros de uma noite profunda? Estão todas perdidas por algum lugar desta poesia...
Mais uma vez, mais um "quase"; é, nada acontece. Pensar onde ele estará não faz a mínima importância agora, é outra estação, o trem já partiu e não a levou junto. Triste pesar, um pesar de todas as lembranças guardadas, melhor, muito bem escondidas, extravasadas pelo tempo. Extraviado está o único restinho de amor que um dia encontrou. A sua frente percebe um novo sentir, um novo sorrir, um novo elixir... O receio é iminente: "E se for apenas um sonho, fantasia; pura e cruel ilusão minha?!" É por vezes certo o que levantas suspeita, mas do que lhe adianta continuar ali sem nada, nem ninguém, só pelo vão da janela vultos observar? Isso não a irá levar a lugar algum, não, mentira, irá sim, num abismo profundo sem volta, sem sensações, sem essa incrível e intrigante inspiração que assola e liberta suas asas para a vida.
Então lhe deixo tal perguntinha: É essa a melodia que quer ir cantar por aí, para aquele a quem tanto quis um dia, e agora já não sabe o que sentes sinceramente? Será que se abrires um pouquinho mais os seus olhos não poderá enxergar algo além e natural? Enfim, fica a dica aí...
Se de nada adiantares, no final segue seu instinto e seu maluco coração. É a única e última opção (solução).
Talvez assim encontres a verdadeira Paixão, o real Amor.
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