O que há de errado comigo?Pergunta uma voz ali de dentro.
Nada! Outra sussurra então.
É assim que vou vivendo e morrendo a cada instante linear.
Vou levando até onde dá e depois, antes que ultrapasse aquelas barreiras de perigo iminente, elimino para sempre.
São dias a fio tecendo essa tramóia de supersobrevivência;
Não há quem me leve consigo, sou um pedaço único e inseparável.
Mas então por que de uns tempos pra cá tudo anda mudado?
São essas sensações não sentidas, saboreadas ao deleite da vida?!
Se for, então passa, se não, aí danou-se.
Não, não pode ser, até hoje ninguém quebrou aquelas porteiras;
A torre ainda está de pé.
Então por que bates descompassado teu coração?
Ah, não, não, não. Não me venha com essa agora.
Está na hora de partir, já ficaste tempo demais aqui.
Se isso continuar não sei onde irá parar (se é que pode parar).
Pronto o trem chegou, vá para a próxima estação!
Até nunca mais, nos veremos jamais.
Será este um fim ou certas reticências?!?
Espero que estejas certo aluarado pensamento.
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