Sabe quando dá um click na sua cabeça e então tudo faz sentido, ou ao menos lhe surge uma ótima ideia na cabeça? Pois é, foi assim que aconteceu. Eu estava passeando normalmente, fazendo meu tour de todo dia pela manhã, quando de repente eis que vejo a imagem mais alucinante e linda de todas; Ela estava sentada diante de um barquinho de papel, sabe aquelas manias que a gente tem quando invoca com algo e fica mexendo sem parar, então só que nesse caso tudo era diferente, ela fazia com que aquilo parece gracioso ao invés de irritantemente grotesco e patético.
Não sei quanto tempo fiquei lá parado só observado-o até que me dei conta e ela estava vindo em minha direção (isso era o que minha imaginação alucinógena me dizia e me mostrava, mas muito pelo contrário ela tinha sumido!) Sei que parece loucura, onde já se viu ficar tão invocado com algo tão banal e derradeiro, mas foi exatamente como me senti naquele momento, como se algo estivesse errado naquela historia, como se a peça principal do quebra cabeça tivesse desaparecido e eu era a chave para o mistério. Hilário, você deve achar, e pode ter certeza é incrível como de um instante a vida da gente se modifica sem explicação alguma e você fica meio que em uma ribanceira querendo saber o que acontece no próximo capitulo desta cena e simplesmente há um vazio, um corte.
As horas passavam e eu congelei, não conseguia me mexer, estava estático em meio aquele parque sem poder me movimentar nem tirar os olhos fixos daquela visão no minimo curiosa mas que me abalou de um jeito assustador. Você deve estar pensando esse cara é um maluco, um alucinógeno que fica cheirando esses pozinhos que vendem por aí, mas engana-se completamente; Eu sou o cara que faz da imaginação sua morada e sua renda, que leva a cantiga da vida como filosofia de vida! Então não me venha criticar, ou melhor critique, mas antes perceba os seus erros não somente os meus e aí sim faça uma critica baseada em fatos e provas não somente por esse disse me disse. Acredite em si meu camarada, você nunca sabe o que irá acontecer daqui uns segundos, milésimos a frente. Mas voltando ao meu contexto confuso e desasclarecedor o inacreditável as vezes acontece e de tanto cismar com aquela cena resolvi botar em pratica um tática que a muito desejava fazer. É escrever! Sim, por que não? Por que não colocar no papel uma história assim sem pé nem cabeça? Por que não deixar a imaginação do leitor flutuar e continuar o rumo desta minha manha de jornalista-escritor? Ah, seria tão bom se as pessoas hoje em dia lessem mais e prestassem mais atenção ao que acontece ao seu redor - São ínfimos os detalhes mas preciosos e ricos de adrenalina e conteúdo!
agora ao rever estes escritos percebo que não se encaixa em nenhum tipo de gênero literário e sabe por que? Se definir é se limitar! (adoro esta frase, ela me faz sentir algo a mais do que a miséria desta inóspita vida aqui na terra. Ó me esqueci completamente do nosso primordioso assunto: A criatura bela e desaparecida. Pois bem, sentei-me na escadinha perto de onde ela se encontrava e então eis que acontece outro acaso muito encantador: Ela estava lá do meu lado e eu nem sequer tinha percebido! Ficamos conversando por uma meia hora do tempo da gente e quando me dei conta já era noite. Porém, quando vou me despedir dela (já que estava distraído olhando seus curioso barquinho nas mãos) não está mais lá. Aquilo me deixou no minimo muito, mas muito intrigado. Quem era aquela criatura? Da onde surgiu e para onde ia assim tão rapidamente? E outra, bem mais relevante: Por que me parecia que somente eu a percebia no meio daquela confusão de gente, da correria do dia a dia?
Você não faz ideia não é?! Nem eu, mas como tenho alma de investigador vou a procura da simplificação deste enigma. Mas antes de lhe contar tudo o que descobri preciso outra lembrança aqui mencionar. Naquele dia do acontecido viciante e perturbador algo mais me havia acontecido; Não sabia como juntar as peças para essa minha existência desapercebida e esquecida que ao me dar conta lá estava eu, justamente, a me enamorar por uma menina tão bela e solitária que jamais teria tamanha coragem de ir lá e pronunciar como seu amante apaixonado. Sei que pareço assim o ser mais variado do planeta, mas fazer o quê sempre fui assim e se duvidar sempre serei. Lá vou eu outra vez me desviando do foco - mania irritante e esquisita, aliás só mais uma de tantas mil.
Como conciliar uma paixão recém descoberta por alguém visto apenas uma vez que você se identifica parece que se vê no coração daquela pessoa e depois mais vê uma cena tão perturbadora e curiosa como aquela. Me diga você cara leitor, o que a gente faz numa hora dessas? Qual seria a minha chance de por mim ela sentir algo assim também? Zero, nulas, niente, nada, nem um vintém! Simplesmente vou me deixando levar pelas inusitadas circunstancias que rondam meu viver.
Will, quando me empolgo não tem quem me segure mais! Dessa vez não foi diferente, depois de tanto ficar em um trabalho árduo que é o pensar me deti nessa de escrever. Ah, se tu soubesses como é magico esse negocio de fazer o que a gente quer sem dar explicação a ninguém, muito menos seguir esses rótulos que nos impõem a toda hora e todo momento. Eu adoro essa vida cheia de aventura e de poesia, de musica, de brilho, de magia, fantasia e tudo o que mais existir e sabe por quê, eu amo viver essa vida e tantas outras no meu mundo, no meu mundo imaginário e sabe do que mais aquela historia alucinante lá é a minha, é a sua é a de todos nós. Nem um ser existe por si só, mas faz da sua vida o que quiser, então decide fazer dela minha válvula de escape. Até porque nunca é tarde demais!
Você queria ler? Pois agora vais, e sabe do que mais ainda, aquele ser especial ou criatura advinda dos meus sonhos e percepções reais era nada menos nada mais do que meus ancestrais (brincadeirinha, só para rimar e haver um pouco de alegria).
Enfim, aquela era a aura mais linda de todas, ela vinha do céu, pousava levemente no meu viver e fazia dele algo mais agradável, mais relevante do que apenas ser.