A história outras vez se repete pela enésima vez. Já fazem onze anos do acontecimento daquela viagem. Aliás, naquele presente momento, nem achava-a tão perturbadora assim... lembro-me de poucos detalhes, a maioria deles são muito vagos, parecem um buraco negro em minha mente sem fim. Mas eis o que uma única foto com um ângulo totalmente desproporcional é capaz de fazer. Não paro de pensar nesta maldita, insistente e intrigante pergunta: "Para onde, ó céus, aquele olhar estava direcionado?"
Muitas apostas de respostas sem lógicas já criei em minha fértil e exagerada imaginação. Contudo, é obvio que nenhuma delas deve ter a mínima conexão com a realidade daquele dia 13 ou 14 de Janeiro de 2003 (não me lembro bem) em frente aquele altar da igreja de girassóis, ao lado da figura paterna, sobre os degraus toda serelepe com a barriga de fora (não consigo entender o por quê deste gosto de se vestir) e então uma incrível figura com o olhar compenetrado em alguém ou algo, nunca se sabe, à frente ou ao lado de sua figura fraternal (dependendo do ponto de vista), quase cortado, mas muito bem observado.
É engraçado as tempéries da vida. Após esses longos anos, de já nem lembrar mais disso tudo, eis que surge uma surpresa (linda, diga-se de passagem). Em uma reunião qualquer lá estava aquela criatura que no passado lhe parecera tão misterioso e atraente como agora. Novamente à frente, um ano a mais, mas nem parece; Bem vindos à viagem no tempo!
É cada peça que pregam na gente (seja destino ou nós mesmos). Quem diria que algum dia, depois de 10, 11 anos esses dois se reencontrariam (só podia ser brincadeira). Mas o melhor ainda estaria por vir... Sim, os olhos, o jeito inconfundível, tudo, se reconheceram! O que poderia deste enredo esperar acontecer? Pois é, uma aproximação, ou seria reaproximação?! (se bem que isso ainda não havia acontecido por inteiro). Dois seres perdidos que se encontram, se encantam, brincam, desabafam, confiam e se ajudam.
Mas e agora, neste importuno detalhe, será que não estás confundindo os sentimentos? Fazia tanto tempo que ninguém se interessava verdadeiramente que quando veio quis manter esse laço, essa coincidência, uma futura resgatada amizade.
Naquele tempo tinha eu meus sete anos, ele por sua vez oito então; Agora após um longo tempo separado 18 e 19 o são.
Fico pensando por aí: "O que pensará de mim? Será que percebe algo diferente aqui? Impossível, tão bem rodeado está. Ai, ai... meu coração pula no peito e sossega quando ao seu lado está. O que significará tudo isso? Nada? Tudo? Nenhum nem outro?!? Sentirá algo aí por fim?!"
Ah, vida, não traga uma surpresa má a esta história nem nos afaste mais uma vez... Não deixe enfim se constituir num ponto final, ou em qualquer fim que possa haver.
Nenhum comentário:
Postar um comentário