domingo, 28 de setembro de 2014

Acorrentado ao vácuo da rima

Ele lá está, todo lindo e pomposo
Sua simplicidade e elegância
Cercado de tantas almas vivas
Ao lado está uma que já não existe
Parece uma sombra, um deslize
As montanhas desmoronam em vertigens
Convulsões, puxões, retraimentos
Jamais saberá a verdade dessa urtiga
Viva e dilacerante em matilhas
Assustadoramente, perigosamente querida
Nunca se esqueça daquele brilho
Quando a vê-lo por aí dizia:
"É este o ser que ficaria?!"
Não, nunca, isso é maluquice minha
Não quero saber mais da sua existência
É triste estar só não estando sozinha
Você continua lindo como nunca
Distante e arrogante como seus juízes
"Ela não serve para ti, há coisa muito melhor por aí" 
                             ou então 
"Deixe-a pra lá, é só mais uma piada"
Ah, se soubesse como isso dói
Tudo bem, não se preocupe mais não
Em paz te deixarei, não vou mais te perturbar
Minha desagradável presença irei arrancar
Seus domínios estão longe daqui
Jaz o lado oposto dali
A mais macabra e perversa criatura
O universo a exturpiu
Ninguém a conhece ou domina
Mentira, mentira
Vós todos me fizestem assim!

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