Olá, como vai? Bem, provavelmente, não é. Talvez nem se lembre deste remetente, mas preciso lhe dizer certas coisas que ficaram guardadas, marcadas, esperadas e não foram ditas.
Naquela quinta-feira, a tardinha, estava eu sentada no banco da praça (leve, livre e solta, feliz como nunca) e então eis que do nada, sem me tocar, o mundo começou a tremer e desabar aos poucos e de uma vez só. Automaticamente uma defesa tentou se manifestar e manter-me firme e forte... só por fora mesmo. Acabei fingindo uma alegria, sorrisos forçados, uma conversa sem sentido só para mostrar e esfregar na sua cara, que nem deve ter notado, aquela 'felicidade e descontração' que estava vivenciando e não mais sofrendo e mendigando um pouquinho de sua atenção.
Aquele dia em que disse que te amava e gostava de verdade era mesmo a realidade. Porém você nada ligou para isso, aliás namorando ela (sua "amiga") já estava. Desde aquele festival em que cantei pra ti, me declarei e você nem aí estava para mim. Você estava junto a ela, feito dois namoradinhos perfeitos. Eu sabia, lá no fundo algo me dizia que tinha mudado, mas preferia não acreditar. Eu queria acreditar que ainda gostava e me admirava. Maldita ilusão. Deixaste profundas e dolorosas marcas nas canções e composições... Mentira! Em meu coração. Você o trancou em um profundo abismo e em uma incrível solidão.
Superei tudo isso? Pensava e cheguei a crer que sim, mas é claro que não. Depois de te ver, daquele mesmo jeito, naquela bicicleta e na mesma rua onde tantas vezes o vi, tudo feito relâmpago voltou e se quebrou. Feito um tornado bagunçou e abalou minhas novas relações.
Agora o que eu desejo muito saber é de você... O que você ainda sente aí, de me uma resposta, um fim digno e verdadeiro. até mesmo um último 'Adeus'. Necessito disto para continuar e tocar minha vida para frente. Seja feliz e me deixe ser feliz também. Eu gosto de você, mas gosto de outro alguém... Liberte-me desta relação e deste laço que criou raízes profundas, mesmo não vivendo na total realidade. Pode vir a existir disto uma sincera amizade? Ou melhor apagar da memória e começar a escrever uma nova história?
Este caso ainda não está findado. Preciso de um sim ou de um legítimo NÃO! Só não dá para continuar nesta cruel e confusa situação.
Espero que algum dia, o mais rápido possível, obtenha tal resposta e possa viver minha vida em paz e sem nenhum peso na consciência e no coração.
O orgulho agora não nos levará a nada.
Esta é a última carta deste tom que espero escrever a ti, por estes enigmáticos e saudosos momentos.
O que você quer com tudo isso???
Eu não sei, estou completamente perdida!
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