sexta-feira, 11 de abril de 2014

Maldito Lírico

Lá estava o brilho daquele olhar
O mesmo poder intenso de provocar
Não desgrudava os sentidos aguçados naquele lugar
Aiaiai, cuide bem onde mais forte irá pulsar

Do nada reaparece e instala novamente a prece
A dúvida é cruel, traz amargas lembranças
Recordações de um tempo passado, não vivido
Por anos esperado e nunca sentido

Ah, aquele mesmo jeito de perturbar a paz
Se faz presente quando já era mais que ausente
O que fiz para merecer isto?
Será que não posso ser feliz jamais?!

Uma falsa descontração, só para aliviar e disfarçar a tensão
Um momento inesperado, já não mais aguardado
Foi de propósito ou apenas infeliz coincidência
Por que não esquece?!? Choras umas vez mais...

Ainda consegue mexer e abalar no profundo abismo
O que há nesse ser que sempre ao ver faz-me escrever
Não quero mais essa palavra "sofrer".
Quero viver e o novo conhecer!

O que há de errado comigo?
Penso, escrevo, canto, danço
Só mais um amigo ou inimigo?
Voo, componho, sonho...

Um dia descobrirei o enigma deste maldito lírico

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