domingo, 19 de agosto de 2018

Realidade- Ficção - Uma vida ou não

Sou eu que estou aqui, mas por vezes me esqueço e só os pensamentos tomam conta de mim. Um pensar estranho, um tanto quanto anormal diriam, mas será que é mesmo? Bom, pra uma pessoa sei que é, e muito... abominável. Mas enfim, deixa pra lá.
Coisas de tempos atrás que voltam e você meio que sente uma certa nostalgia e melancolia misturada com solidão. Ninguém realmente entende, ninguém sabe de nada, só eu (ou melhor nem eu).
Uma fita que enfeita e que aprisiona, que esconde tanta coisa ali naquele pedaço branco ou transparente ou até com outra cor.
Um cordão tão simples e ferino, quem há de saber... ninguém percebe, ninguém vê.
Lençóis esvoaçantes por aí ou presos num galho aqui.
Cadarços amarrados e soltos, em sapatos, em tênis, em outros.
Panos, muitos panos, a perder de vista, a emudecer, a deixar sem reação, sem ar, apenas só.
Enfim, tantas maneiras, tantas frustrações, tantas recordações... Alegrias também, sim, mas por hoje, não. Os sentimentos que brotam aqui são de um cinza nada prateado mas bem mais escuro e opaco que o céu em noite de tormenta que quase preto fica. Não existem gostas de chuva sequer. Não há um insólita companhia a vista. Não há nada e ao mesmo tempo há tudo. Como pode isso? Ah, quem explica, quem entende, quem compreende (mas de verdade, diga-se de passagem, não apenas por dizer) Será que isso existe? Será que é real, ou apenas uma fantasia.

Não posso dizer, tenho que tudo aqui dentro reprimir.
Como paz assim pode haver?
Estou num breu (um beco sem saída)
E olha que ironia... Beco...
Rima, mas não há sinfonia

Não preciso de lição de moral se é isso que está passando pela sua mente agora
Só preciso de liberdade pra mim
Ser quem eu sou

Simplesmente esqueça tudo isso
Nada mais importa
Vá e viva sua vida

Cá estou...

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