sábado, 3 de outubro de 2015

Resquícios viventes

Preciso me redescobrir, me reinventar
Muita coisa já se passou por aqui (deixou marcas) e depois se foi
Está mais do que na hora de transformar tudo isso e seguir em frente
Mas de verdade, não só da boca pra fora

Se soubesses como é difícil, complicado (praticamente impossível)
A vontade é de largar tudo, não fazer mais nada (o mundo desmoronou)
Esquece esse lero lero e vai viver, é o que todos dizem
Se soubesse tudo o que se passou aqui do lado de dentro
Da multidão de pensamentos
Das perturbações de cada dia e noite sem dormir
De cada lembrança sendo revivida ali na mente (mesmo sem querer, sem desejar)
As escolhas simplesmente nos fizeram ser assim... 

São todos esses resquícios viventes que o vento trouxe novamente
Após aquela chuva calma, o tempo soprou e as lágrimas vieram a molhar 
Um coração que já estava quase seco - preso pelos grampos da desilusão
Jorrou montes de folhas e flores - tanto secas quanto murchas
Só fizeram relembrar (o amor que por aqui passou como um trovão)

São tantas as palavras a serem usadas e descartadas
Escritas e logo pensadas riscadas apagadas
Ninguém mais precisa saber o caos que se instalou por dentro (lá no seu interior)
Vai vivendo a vida, cantarolando silenciosamente apenas com seu violão
Traz consigo uma fé absurda e uma esperança quase tola de tão imortal que já se tornou
E olha por tudo que já passou!

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