Hoje vejo pessoas passando por mim e não reconheço
Não reconheço a mim, a elas, ao mundo que nos engloba
Vejo os passarinhos voando sozinhos
Mas sempre voltando a seu lar, a seu companheiro
Há sempre alguém/algo a espera
Talvez este não seja bem meu caso
Já faz quase 365 dias que não lhe vejo
E mesmo assim continua aqui de algum jeito
Vejo casais se abraçando; Amigos reunidos
Sinto uma pontinha de inveja, de descarinho
Vejo o beija flor e o bem te vi
O canarinho e o sabiá a piar um existir "ó!"
Não há mais nada reconfortador que falar
Desabar milhares de palavras e desabafar
Sinto falta dessas coisas raramente/permanentemente
Conversas avulsas, nenhuma se encaixa à mim
É triste às vezes... Já superei
Lágrimas até vem, mas logo evaporam
Não preciso extraí-las de meu ser
Coração vulnerável se deda e diz
Através dos olhares, sentimentos traduz
Difícil de esconder; Mas há quem não consiga ver
Inacreditável não é? Pois é, e é assim mesmo.
Pronto o estoque acabou
Outra hora volta o processamento a funcionar
Enquanto isso me resta esperar
A inspiração que surge sem mais nem menos,
Leve, descontraída, nada atrevida.
Nenhum comentário:
Postar um comentário