Já passou uma hora e eu aqui com o lápis na mão; O caderno implora, clama, chora, mas as palavras estão mudas, apagadas.
O olhar treme. Suspira. Corre. Lá fora só há pinheiros verdes, o céu nublado e piar triste de um passarinho mal afortunado.
As ondas do rádio falam em outra estação, mas o coração continua no seu.
Aqui deitada nessa cama só os pensamentos me fazem companhia... Lembranças de nós dois escorrem pela janela à dentro, fugindo do tumulto que encontra lá fora.
Ninguém sabe. Ninguém percebe. Minha única melodia toca Você.
O sono vai batendo; os sonhos me chamam outra vez e eu fico aqui a esperar um reles rever.
Pelas nuvens, os planetas do universo, as borboletas e carijós voam por um simples desejo de viver. Estrelas e constelações a iluminar este solitário ser.
Alegria. Felicidade. Não sei mais escrever.
Como expressar esse sentimento ardente e amoroso?!
Não te tenho aqui. Jamais o terei. Agora faz parte de outra composição. Esqueceu de vez esta iludibriável / nostálgica canção.
Mata-me de pedaço em pedaço; o quebra-cabeça vai se desmanchando, deformando até o mais infinito e ilusório abstrato.
Nomes... Para quê nomes? Não é bem melhor assim, sem definições, distinções ou demarcações?! Cada um sendo livre ao seu jeito único de ser. Cada qual sendo você.
Morrer para viver; Viver para morrer.
Qual o sentido disso se não possuo mais aquela sinfonia no deleite do meu irrequieto dizer.
Uma força sem igual; Um poder sobrenatural.
É assim que é o amor que vive em mim, em ti, sem nem sequer saber.
Basta. Só nos resta esquecer...
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