Ultimamente os poeminhas não tem mais aquele gosto bom, aquele sabor de outrora onde as emoções vazavam de tanta felicidade e amor, pois é, aquele tempo chegou ao seu ápice, o que foi uma pena, diga-se de passagem, mas enfim, foi o que aconteceu. Depois de tanto esperar encontrar alguém assim foi um choque, uma surpresa, uma dádiva. (Ah, as coisas não saíram bem como queríamos ou imaginávamos) Fazer o que né, a vida as vezes é assim. Senti-me insegura, com medo, não fui forte e corajosa o suficiente e assim essa história aos poucos foi mostrando que chegava ao fim, sem fim. Nada foi realmente como sonhava noites e dias a fio em segredo ao céu estrelado e a lua confidenciava meu grande amor por ti. O tempo passa rápido demais, mas também volta e meia congela e não segue em frente... Ah, como sinto sua falta! Ver aquele sinalzinho e já não representar o que um dia tanto representou e animou; olhar ao longe e não ver algo que queria muito ter concretizado. Voltar a conversar e a se falar parece algo sobrenatural, fora do normal. Aonde foram parar aquelas doces e simpáticas palavras, aquela bela amizade colorida que existiu entre mim e ele. É porque agora é assim, não existe mais o plural transformado no singular, ou o contrário, tanto faz, existem duas pessoas e cada uma com seu caminho bem paralelo ao da outra, mas que as vezes gostaria de poder cruzar-se em algum ponto desta intrigante caminhada. Precisava lhe dizer isso, mas não tenho coragem de ir lá naquela janelinha e simplesmente escrever um "Oi" e quem sabe receber um vazio ou frieza em troca. Ah, isso dói, muito, mas logo, logo, irá passar, deve ser só mais um daqueles momentos carentes que a gente tem de vez em quando na vida e eu desse meu jeito muito torto transformo nestas rimas sem sentido e com todo a veracidade possível. Estou tremendo, é, estou sim. O coração tá pulando freneticamente e descompassadamente num ritmo ainda desconhecido e nem um pouquinho controlável (ah, só para esclarecer, isso não é nada bom, nadinha, nananinanão!) como diz naquela frase de Drummond que até curtiu, aliás um mistério essas curtidas e risadas desproporcionais, despropositais... "Foram tantas brincadeiras, tantas conversas, tantas risadas! E olhe agora... Nem conversamos mais." Pois é, aí está retratada nossa atual realidade. Me desculpa fazer isso, mas precisava desabafar e o único jeito que consegui fazer isso sem ferir ou errar foi assim criando estas poesias, rimas e canções. Ah, aquela canção que jamais ouviu e provavelmente nunca a ouça, como queria a ter cantado para ti, como naquelas maravilhosas fantasias que tantas vezes vinham, inundavam o meu ser e assim tudo iludiam. A realidade não é assim, é bem diferente, totalmente diferente. Não existe aquele amor emoção, esse romantismo maluco é tudo coisa da minha cabeça, ah, como me arrependo e mesmo assim continuo do mesmo jeito. Sem você, sem mim, sem esse amor que todos dizem sentir, sem essa sensação boa dentro do peito, sem um beijo.
Sabe, aqueles lindos presentinhos e surpresinhas, então, ainda estão aqui bem guardadinhas nas lembranças e na existência deste sentimento. Jamais esqueci ou joguei fora como tu mesmo me disse naquele dia num bate bapo bem diferente de tantos outros que tivemos. Mesmo que tenha dito que achava algo engraçado, não consigo acreditar que era mesmo zoação sua, não pode, não pode ser, depois de tantas vezes elogiar e gostar, será possível que iria então disto debochar?! Não posso acreditar. Mas, enfim, isso passou não é mesmo, aliás tudo passou, o tempo de escrever essa história acabou. Porém relembrar e eternizar ao menos aqui ainda pode ser que seja possível. Mas, voltando ao foco que trouxe-me aqui, o coração tá lá, ele existe e volta e meia age de uma maneira incompreensível dentro de mim. Tanto é que me fez vir hoje aqui e fazer algo que há muito já não tinha vontade, animo e inspiração para transcrever. Todas estas sensações estão me sufocando preciso expeli-las para o mundo. Expulsar pode não ser a melhor maneira, mas foi a única que encontrei. Hoje eu vejo que não consigo entender o que houve entre nós e por que tudo assim findou. Dizíamos que apesar do que acontecesse a amizade continuaria, que não queríamos que ela acabasse e que seria melhor continuar neste colorido arco-íris do que num vazio preto e branco. Então o que houve que tudo mudou, isso foi por acaso alguma mentira? Acredito eu que não, era sincero o que acontecia naquele fantástico momento, simplesmente as coisas foram mudando e as expectativas acabaram ficando só nelas mesmas sem nenhuma grandiosa surpresa e então foi amornando e descolorindo aquele magnífico brilho que um dia depois de uma intensa cantoria foi surgindo em minha vida. Bom só queria te dizer que foi verdadeiro sim tudo que lhe disse naquele instantes de contagiosa alegria, que eu queria sim que tivesse dado certo, que eu tivesse tido a ousadia de seguir em frente de cabeça erguida e com você ao meu lado, mas infelizmente ou felizmente (também não sei o que achas...) isso não aconteceu da melhor maneira possível e acabamos fazendo aquilo que um dia tanto tivemos receio, magoar, ferir, e não mais sorrir e sorrir como dois eternos amantes apaixonados ou somente amigos coloridos (Sapequinha & Maluquinha).
Sabe, eu sonhei muitas vezes com aqueles nossos encontros e isso pode não significar nada mais, pode ser muito pouco e tarde demais, mas preciso lhe falar de uma vez por todas o que aconteceu que não pude me entregar e no fim acabei por desistir para não ter que ver a expressão em seu rosto se transformar em pura decepção, provavelmente foi assim, mas não tive controle sobre isso. Me deixei levar, ah, como deixei, de uma forma como jamais antes havia tentado e deixado. Você cativou, conquistou meu coração com aquele seu jeito (tanto é que se tornou meu anjinho... foram tantos apelidinhos) foi assim que aos poucos eu ia me entregando, me deixando levar nesse sonho de conhecer essa sensação ainda desconhecida por mim, mas então surgiu uma barreira, uma espécie de bloqueio, outro passado veio me atormentar e confundir e eu então não pude mais suportar e deixei tudo desmoronar aos trancos e barrancos e agora eis aí o que restou, simples palavras e gestos de uma saudade idiota que ainda invade meu peito e faz-me lembrar deste e tantos outros momentos.
Sabe, isso é muito pouco diante de tudo o que há em meus pensamentos, nas minhas lembranças e no meu louco desejo de expelir para fora, de tentar me livrar de uma vez por todas já que não existe mais nós, já que não existe mais nada para existir e fazer sorrir, já que a rima acabou e estou me tornando estupidamente repetitiva e ridícula, boba, melhor dizendo, o que sempre fui e continuo sendo uma boba romântica que não sabe de nada da vida, mas ao que ao mesmo tempo sabe de tudo e um pouco mais, mas que só encontra seu espaço através desta maldita teoria. Destas tentativas frustradas de viver e desvendar este mistério, de quebrar esses enigmas todos e partir para uma outra, para uma outra 'Poetiza' mais feliz e viva.
Lembra daqueles poeminhas feito em sua homenagem, ou seja lá para o que foi, eles continuam lá, pelo menos lá ainda existem, ainda podem ser vividas e revividas tais sensações, é só lê-los e voar com eles por esse mundo tão peculiar, estranho e anormal.
Não sou, nem nunca fui perfeita, tenho muitos defeitos, todos temos, mas te dei o meu melhor, um até que nem conhecia, que estava guardado, trancafiado lá dentro e que só se revelou quando em ti se encontrou.
É, já fui longe demais, até me surpreendi, mas agora é hora de parar e deixar de pensar no que ficou para trás. Nos sonhos, desejos, fantasias, segredos, poesias, canções, melodias, poeminhas, composições, despedidas... Marcas na Areia!
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