Uma história agora vou contar
Foi lá pras bandas do Paraná
Depois de mil léguas à cavalgar
Fizeram morada em Vila Cristal
Era um lugarzinho no meio do nada
Perdida entre os matagal
Desbravaram as florestas
E ali foram se acampar
Após muita luta e convicção
A Esperança deu nome a este chão
Mesmo desanimados e muito cansados
Lá na beirinha do rio encontraram seu querido amparo
E assim foi indo...
Passam dias, meses; passam anos
As crianças de outrora, agora já se tornaram adultos
Das brincadeiras daquele tempo só restou-lhes a saudade
Os jovens que um dia foram, continua adormecido ali dentro
Não se esqueça que estes eram vossos valentes
Dentre heróis, pais e muitas daquelas folias
A dança era a alegria que lhes faltava no dia a dia
Bailões e festas avançando à madrugada
Hora, espaço e tempo só no relógio é que existia
Gurias e muchachos; Raparigas e mulequotes
Adentravam a noite e do mundo se esqueciam
Foi assim naqueles tempos
Tamanha era a felicidade que ali surgia
Não havia lugar para a tristeza e melancolia
A qualquer momento os olhos sorriam
O talento maior era espalhar amor
Se havia guerra encontrava-se paz
Se fosse desamparo seria bem tratado
No coração daquela vila o amor era espalhado
Mas aí chegou o tempo da evolução
Certos valores se perderam em meio a esta construção
A modernidade e tecnologia espantou o cantarolar dos passarinhos
Máquinas do progresso abafaram o lindo som dos violões
Onde está aquela gente de verdade e canção
A poesia se perdeu no caminho da transgressão
Menininhos, menininhas dá-me pois sua atenção
Tudo está vivo na memória e não em placas-mãe
O alento é a chegada de uma nova temporada
Faça diferente mas não destrua essa geração
A tradição pode até ser chata, mas costumes vem e vão
Hoje sou Eu a Poetiza desta história, mas amanhã quem será o narrador de saudosas memórias...
Jovem de sempre não se esqueça nunca
Vá a luta e deixe sua marca da Vitória!
Eis uma nova era de Poesia e Canções.
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